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A Magia do Espelho

A Magia do Espelho

Espaço para devaneios, reflexões, desabafos, dicas culturais e otras cositas más

É sucessoooooo...

Já é um super sucesso a dupla Asusana e Alibera, seguidoras do Inri Cristo que cantam de músicas famososas, como The Eye of the Tiger, Umbrella, Hotel California e What a feeling. Graças ao Te dou um dado? e ao youtube, as meninas conquistaram a fama e não param de lançar novos hits.

As letras das músicas fazem referência à trajetória de Inri Cristo na Terra e demonstram toda a criatividade das discípulas. A coregografia da dupla, o ritmo e o cenário também garantem o sucesso com público. Isso tudo sem falar no figurino e nos acessórios...

Confesso que depois que descobri essa dupla passo horas do meu dia imaginando o modo de viver delas, como são compostas as músicas, as coreografias, os figurinos e também como são os ensaios. Graças a Asusana e Alibera, minhas horas de tédio já não existem mais e eu passei a sorrir mais vezes durante o dia.

Se você ainda não viu nem ouviu a música da dupla Asusana e Alibera, não perca mais tempo, confira já!


E o dono levou...

Há algum tempo eu escrevi aqui que tudo é para sempre, até o dono levar. O que eu não imaginava que o dono levaria algumas coisas tão cedo...

Estava eu saindo de mais uma manhã super empolgante de trabalho quando fui abordada por um mala de bicicleta. Demorei tanto a perceber o que estava acontecendo que depois fiquei me achando uma retardada. É que apesar de saber que estamos sujeitos a isso nesta cidade tão violenta e tantas outras do país e do mundo, sempre achei isso meio improvável.

Quando finalmente percebi o que estava acontecendo já estava com a alça da bolsa quebrada e puxando de um lado e mala do outro. Não sei por quanto tempo ficaríamos assim, mas um segundo de “sanidade” passou pela minha mente e resolvi soltar a bolsa, tive medo de ser realmente agredida.

Não tive reação nenhuma, nem de correr nem de gritar. Também não sei se teria adiantado muito, pois a rua estava completamente deserta, apesar de muito bem iluminada com o sol do meio-dia.

Levaram muitas coisas que eu gostava, apesar de terem pouco valor. Tô evitando pensar nisso, porque realmente gostava das coisas que eles levaram, mas espero que ele tenham ficado com muita raiva ao perceber o mal negócio que fez, afinal, assaltar gente lisa não é bom negócio pra ninguém, nem mesmo para o ladrão mais pé-de-chinelo.

Ai, ai, entrar para as estatísticas não é nada legal, mas paciência né? Agora é dar graças a Deus que nada mais sério aconteceu. Daqui a pouco recupero tudo que levaram, claro que sem o mesmo valor sentimental...

Por enquanto o placar está assim: Assaltantes 1 x 0 Pequenininha :), mas já, já isso vai mudar.

É cada vida que aparece nessa coisa

Sempre achei que fosse lenda essa coisa de taxista ficar falando demais, de saber da vida dos passageiros e de fazer do seu veículo um espaço de análise. Já peguei muitos taxis, mas nunca um taxista que falasse sem parar e que começasse a contar a sua vida para um estranho.

Pois bem, eis que estava voltando para casa de um trabalho externo e pego um taxi. O taxista começa a falar sem parar e eu começo a pedir a Deus que ele se cale ou que ligue o som pra não ficar aquele silêncio constrangedor. Não sou muito de conversar com estranhos, mamãe sempre disse pra eu não fazer isso e eu sempre fui uma ninã muito obediente. Torci que só pra criatura fechar o bico, mas não teve jeito. Ele começou a falar da "peste" gay que invade a cidade (não em pergunte como surgiu esse assunto), dos "rapazinhosa sarados" que ele conduz durante a noite para as boates e de quanto ele gostava de mulher. "Ai, Jesus, lá vem", pensei eu. Tentei ligar o off, mas como não consegui, liguei o piloto automático para conversas indesejadas com estranhos super estranhos e fiquei só no "hunrrum", "arram", "é...", "só...".

Alheio ao meu suuuper interesse pela conversa, o senhor continuou (ele já tinha mais de sessenta anos): "Eu sou viúvo, mas tenho duas mulheres. Elas levam meu dinheiro todinho, mas tem nada não, é pra isso que a gente trabalha. É ou não é?" - "É... (O que é que eu tô dizendo mesmo?)".
- "Mulher é bom demais, ainda mais se for uma loura assim bem arrumada, pra gente descer num restaurante e chamar a atenção de todo mundo". Oi? Tipo assim, pra exibir como troféu, né? Se for um troféu estereotipado melhor ainda.

Fingi estar interessada no tempo passando do lado de fora do carro, mas mesmo assim ele continuou: "Mulher tem que ser bonita. Aff, mulher gordona é muito feia. A outra que eu tenho é muito gorda. Coloquei ela na academia, mas ela disse que não queria ir mais porque ficavam dando em cima dela (como assim?) então eu disse pra ela evitar de comer alguma coisa, porque é muito bonito quando uma mulher veste um shortinho curto e fica toda jeitosinha". Pára tudo que eu vou vomitar. Será que faz sentido eu desfiar o meu discurso contra o precnceito aos gordos com uma pessoa como essa? Não, melhor eu continuar a me fingir de muda e retardada mental.

"A gente já chegou? A gente já chegou? A gente já chegou?" Que vontade de dar uma de burro do Shreck ou de passar por cima de todos aqueles carros que tornavam o percurso mais lento. "Será que essa criatura não tem simancol? Melhor, será que essa criatura ainda faz alguma coisa com essas mulheres (não consegui não pensar nisso).

Graças a Deus ele achou outro assunto pra tagarelar na metade do caminho, mas eu continuei no automático e fazendo fica p chegar logo. Quando ele parou o carro quase saí correndo, um pouco passada e achando tudo aquilo muito engraçado, não só pelo fato de realmente conhecer um taxista que fala demais como pelo teor do assunto. Infelizmente, a visão machista e da mulher objeto ainda resistem em algumas pessoas.

Ah, e abaixo o preconceito aos gordos, esse preconceito que existe tanto quanto os outros, mas que a maioria das pessoas prefere não reconhecer, afinal, reconhecer que tem preconceito tá fora de moda, né? O legal é ser uma pessoa super aberta e despida de preconceitos, de preferência se for magérrima, alta e loura.

;)

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não“. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Frase do dia...

"Tudo é para sempre... até o dono levar"

...

Esse post não tem um assunto específico. Apenas senti vontade de escrever, não é exatamente aquela vontade de quem quer escrever com ânsia de dizer alguma coisa, com necessidade de desabafar e desejo de trazer aos leitores algum tipo de reflexão. Tive vontade apenas porque meu blog anda muito abandonado, porque não tenho tido tempo de escrever aqui para contar que o açude Orós finalmente sangrou e que está lindo, apesar de eu ainda não ter podido ir vê-lo, nem para contar que minha primeira sobrinha nascerá daqui a dois dias e eu não poderei estar lá para vê-la, muito menos para contar o motivo da minha falta de tempo.

Todas essas coisas são importantes para mim, ainda que de formas bem diferentes, e eu ainda pretendo escrever com calma sobre elas. Hoje, porém, quero apenas deixar aqui registrado que este blog ainda vive, que eu penso nele, ainda que não esteja escrevendo. Quero me aproximar um pouco mais dele e não deixá-lo “abandonado” como tenho feito com alguns amigos.

Quero começar por ele a me reaproximar de tudo que gosto: dos amigos de infância, dos amigos mais recentes, da família e de tantas outras coisas. Quero exercitar, começando por aqui, o aprender a ter tempo para as coisas que me fazem bem e a fazer hoje aquilo que eu acho que deve ser feito amanhã. Quero tentar diminuir os riscos de o amanhã não chegar nunca. Não quero mais adiar alegrias, deixar para depois os bons encontros, pois o tempo realmente não pára e aquilo que parecia tão perto começa a ser separado por dias, semanas, meses, anos... tanto tempo que até as lembranças começam a ser esquecidas.

Sei que lidar com o tempo não é algo fácil, mas estou disposta a tentar aprender a utilizá-lo da melhor forma possível e a fugir das armadilhas que ele prepara. A primeira lição eu já fiz.

Orós


Li no jornal que o açude da minha cidade está prestes a transbordar. Essa notícia deixa a mim e todos os meus conterrãneos extremamente feliz, pois ver o Açude Orós sangrando é um espetáculo de rara beleza e que não acontece todos os dias. Expressei minha alegria para uma amiga e ela se mostrou espantada com isso.


-O que tem de demais?


A indagação dela me pareceu bastante estranha, quase como perguntar o que tem de demais em uma tsunami acontecer (estou exagerando um pouco, é verdade). Ora, mas como esperar que alguém que não more, tenha morado ou mesmo conheça Orós entenda e sinta o que é ver o açude transbordar? Depois de digerir a indagação, de tentar explicar o que tem demais em um açude transbordar, percebi que somente que já viu tal espetáculo da natureza ou quem tem alguma ligação com Orós é capaz de entender o que é ver o Açude Orós sangrar.


Somente quem viveu a infância inteira ouvindo histórias fantásticas dos períodos de cheia do açude sabe o que é isso. Histórias que, para mim, até 2004 eram quase folclore. Somente quem viu o açude sangrar e julgava que isso jamais voltaria a acontecer sabe o que significa vêlo novamente cheio. Somente quem recordava com um brilho saudoso nos olhos e um tom de voz melancólico as cheias do açude sabe o que é vê-lo novamente transbordar.


Em 2004, após longos anos, o Açude Orós volta a transbordar. Uma enorme alegria para os oroenses, que se apóiam na importância do açude, seja para sobreviverem através da agricultura, seja para esquecerem que Orós é uma cidade tão pequena que talvez fosse completamente esquecida sem a existência do reservatório.


Este ano vivemos novamente a esperança de vê-lo sangrar. Faltam apenas dois metros para que isso aconteça. Mas somente quem procura se informar todos os dias de quanto falta para ele sangrar ou visita a parede do açude para verificar se falta muito consegue compreender a graça do feito.

Vale a pena ler de novo

  • A lição final
  • A sangue frio
  • Crônicas de Nárnia
  • George e o segredo do Universo
  • O caçador de pipas
  • O Pequeno Príncipe

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