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A Magia do Espelho

A Magia do Espelho

Espaço para devaneios, reflexões, desabafos, dicas culturais e otras cositas más

Café amargo II

Falando agora de algo mais “fútil”, gostaria de registrar a minha indignação com o péssimo atendimento de alguns locais, que tratam o cliente como não sei nem o que. Depois de nos depararmos com a cena de trabalho infantil, sentamos em uma das barracas das tapioqueiras para comermos uma deliciosa tapioca e tomarmos um gostoso capuccino.

Alguns minutos após fazermos o pedido, garçonete chegou trazendo uma jarra de leite quente, um pote de capuccino em pó, xícaras e colheres. Olhei para aquilo e não quis acreditar. Sabe quando você fica tão chocado que não consegue falar? Pois é, foi o que me aconteceu. Tive uma vontade enorme de fazer um escândalo, de dizer que não estava pagando três reais para fazer o meu próprio capuccino, que se fosse para eu mesma fazer teria ficado em casa. No entanto, me contive e engoli aquele café amargo jurando para mim mesma que jamais voltaria naquela barraca.

Ainda estou com uma certa raiva de tudo isso, mas sei que desse jeito aquele negócio não vai longe, afinal, ninguém quer sair do conforto da sua casa para tomar um capuccino bem feito e de repente ter que pagar para fazer o seu próprio café. Ai, ai...

Ah, esqueci de olhar para o nome do local e nem posso dizer as características para que vocês nunca pisem lá, pois todas as barracas das tapioqueiras são iguais, têm o mesmo tamanho, a mesma decoração e a mesma TV de 29 polegadas ligada na Globo. A única coisa que diferencia uma barraca da outra é o nome da placa (que não prestei atenção) e a cor das toalhas da mesa. Então, se vocês forem às tapioqueiras, não sentem na barraca com toalhas amarelas, a não ser que queiram pagar para fazer o próprio café.

Café amargo I

Foi com estranheza que percebi que um dos pontos turísticos gastronômicos de Fortaleza é também um dos pontos de concentração do trabalho infantil. Nas tapioqueiras, é possível ver meninos oferecendo CDs e DVDs piratas a todo instante. Apesar de o trabalho infantil ser condenável em qualquer lugar ou situação, achei muito estranho ver esse tipo de coisa ocorrendo em um lugar tão movimentado. Sim, dois crimes ocorrendo o tempo inteiro diante de centenas de pessoas: trabalho infantil e pirataria. O mais estranho de tudo isso é perceber como somos coniventes com essa situação. Como passamos a achá-la comum e imutável.

Consigo imaginar essa situação sendo polemizada em algum jornal da cidade. Após uma “grande” polêmica, alguém iria dizer que trabalho infantil é crime e proibiria aquelas crianças de continuarem a vender seus CDs e DVDs piratas. Mas isso jamais resolveria o problema, pois o verdadeiro problema é o motivo que leva essas crianças a trabalharem. Se elas fazem isso é porque precisam ajudar suas famílias. Se elas não o fizerem, verão sua família sofrer ainda mais com a miséria. A solução não retirar o problemas dos nossos olhos, mas criar condições para que ele não exista. É dar emprego digno para as famílias brasileiras para que elas possam criar decentemente seus filhos, garantido os direitos básicos de toda criança: educação, saúde e lazer.

Será que um dia alcançaremos essa tão sonhada realidade? Não sei. Tudo que sei é que enquanto nós, os ditos “esclarecidos”, continuarmos a agir como se tudo estivesse em sua mais perfeita normalidade, nada mudará. Enquanto continuarmos como nosso egoísmo, milhares de crianças terão sua infância roubada, assim como a esperança de um futuro melhor. Precisamos para de olhar apenas para nossos umbigos e cuidar do outro. Se não fizermos nada, os mais fracos também não o farão. Pois são vítimas de um sistema podre e gastam toda sua energia na luta para continuarem vivos.

Acredito que a gente colhe o que planta. Se fizermos o bem, colheremos o bem.

"É preciso escolher: Tigrão ou Bisonho?"

Acabei de ler, neste exato momento, as últimas páginas do livro "A lição final" e posso dizer, com certeza, que não sou a mesma pessoa que começou a ler o livro. A história de Randy Pausch, o modo como lidou com a doença, como manteve a alegria de viver e o equilíbrio emocional para tomar providências que tornassem menos sofrida a vida da mulher e dos filhos após a sua morte... Tudo isso me ensinou muito.

Sim, é realmente difícil ensinar os outros a viverem as suas vidas e acho mesmo que não existe uma receita para isso, no entanto, faço das palavras de Randy as minhas: "As muralhas existem por algum motivo. E uma vez que você as galgou - mesmo com a ajuda de alguém -, é útil contar aos outros como conseguiu". Acredito que as experiências do outros são muito úteis para que a gente escolha o modo como viveremos a nossa vida.

Gostaria de dizer tantas coisas sobre esse livro, mas ainda não consegui organizar bem as idéias. Mas posso dizer que jamais saberei exatamente o que Randy e a família dele passaram e que também não sei como reagiria se fosse comigo. Contudo, em alguns momentos me imaginei como ele, como sua esposa, como seus filhos. Imaginei a tristeza que eles sentiram ao terem seus sonhos interrompidos, como os filhos dele reagiriam, anos depois, ao lerem as cartas que ele deixou e assistirem aos vídeos que ele gravou, como a mulher dele criaria sozinha os três filhos pequenos... Enfim, tantas coisas. Tantas histórias, lições e sentimentos relatados por uma pessoa comum que teve um "problema de planejamento" e viu sua vida mudar completamente.

Randy foi Tigrão até o fim, encarou seu triste diagnóstico da forma mais positiva e realista possível, se esforçando ao máximo para permanecer vivo e, ao mesmo tempo, reconhecendo as limitações da medicina e fazendo o possível para tornar a vida dos seus entes queridos o mais tranquila possível após a sua partida. Ele não deixou a tristeza dominá-lo, não se revoltou contra Deus ou nada parecido. Muito pelo contrário. Manteve a alegria de viver e aproveitou ao máximo seus últimos meses de vida.

"Felizmente", Randy não foi atropelado por um ônibus ou morreu em um acidente de carro, como ele mesmo comenta. Assim, teve tempo para tomar as providências necessárias e deixar para seus filhos conselhos que ele lhes daria nos próximos anos se estivesse vivo. Ao fazer isso, Randy fez com que a sua passagem pela Terra não fosse um mero acontecimento e deixou uma grande lição não apenas para seus filhos, mas para milhares de pessoas.


SERVIÇO:

A Lição Final
Autores: Randy Pausch com Jeffrey Zaslow
Preço médio: R$ 15,90

A lição final

Estou lendo um livro maravilhoso intitulado “A Lição Final”. Trata-se de um relato de um bem-sucedido professor universitário americano sobre seus últimos meses de vida. Randy Pausch sofre de câncer no pâncreas e divide seu tempo entre tratamentos que prolonguem ao máximo a sua vida, em passar o máximo de tempo com sua família e em deixar o máximo de lembranças e ensinamentos aos seus filhos, então com seis, quatro e um ano de idade. Assim, Randy aceita o convite para fazer uma palestra na universidade onde trabalha e conta como conseguiu realizar seus sonhos de infância. Ao longo da palestra, Randy deixa várias lições de vida destinadas a seus filhos, mas que serviram para milhares de pessoas no mundo inteiro.

O sucesso da palestra fez com que ele escrevesse um livro, no qual conta várias histórias relatadas na palestra e muitas outras. Ao longo do livro Randy se mostra um ser humano como qualquer um de nós, cheio de qualidades e de defeitos, mas que conseguiu extrair o melhor da pior situação de sua vida. Cada página do livro traz uma lição de vida, de como lidarmos com as pessoas que amamos, realizarmos os nossos sonhos, aproveitarmos o nosso precioso tempo e a nossa breve vida.

Movida por um sentimento comum nos dias de hoje, rejeitei por algum tempo o livro, pensei que se tratasse de mais um “manual de como ser feliz”. Na verdade, o livro me surpreendeu bastante e tem me ensinado muito. Pretendo tê-lo sempre perto de mim parta que eu possa recorrer a ele sempre que achar que estou vivendo algo difícil e quiser desistir dos meus sonhos. Para mim, saber a experiência de vida dos outros e ver como eles lidaram com os problemas que podem acontecer a qualquer ser humano ajudam a tomar decisões melhore.

Logo que terminar de ler o livro escreverei mais um pouco sobre as minhas impressões.

Queremos notícias de qualidade!

Na correria diária, são raras as vezes que podemos ler com calma os jornais. Normalmente procuramos nos manter atualizados de forma rápida e prática. Assim, a Internet tornou-se um dos principais meios de se manter informado sobre o que está acontecendo no mundo. Contudo, é preciso lembrar que rapidez e praticidade não quer dizer que as notícias devem ser mal escritas. O leitor exige qualidade da informação, tanto na apuração do conteúdo quanto na escrita.

Gosto de olhar o G1 porque é um site que é atualizado com muita frequencia, mas o desprezo deles pelo trato da notícia me irrita. É mais do que comum as notícias conterem frases confusas e erros de português e de digitação. Errar uma vez ou outra a gente até deixa passar, afinal, todos podem errar, principalmente na pressa para dar um "furo de reportagem", mas todo dia é dureza. Fico imaginando quem são as pessoas que escrevem essas notícias. Se forem jornalistas, devem ter se formado em uma universidade mais do que pé-de-chulé. Confesso que às vezes fico com medo de ficar burra lendo essas notícias. Não fosse o fato de o G1 atualizar rapidamente as notícias, eu já teria deixado de acessá-lo a muito tempo.

Vejamos alguns exemplos:

1- Os investigadores trabalham com a hipótese de vingança, já que Robson Douglas Tempesta, empresário do ramo de eventos, respondia a alguns processos por dívidas não pagas e estelionato antes de ter sido morto (será que ele poderia responder a processos por dívidas não pagas e estelionato depois de morto?). Além dele, a mulher Ana Paula, e as filhas de um ano e meio e de oito anos, foram assassinados.

2- O Airbus A-320, havia decolado do aeroporto de La Guardia com destino a Charlotte, na Carolina do Norte. Segundo testemunhas, houve uma explosão (possivelmente causada pelo choque com pássaros) logo após a decolagem, e menos de cinco minutos após sair do chão o avião já pousava na água, de forma estável e sem desespero (é possível um avião cair ou realizar um pouso de emergência "sem desespero"? Talvez o avião não tenha ficado desesperado, mas tenho certeza que os passageiros ficaram).

3- Após o acidente, sobreviventes foram vistos sobre as asas da aeronave, aguardando serem resgatados. Imagens de agências de notícias mostravam barcos já fazendo o resgate dos sobreviventes, e a aeronave afundava aos poucos no rio.
Pouco depois do início dos resgates, um sobrevivente do acidente disse à rede de TV CNN que achava que não havia vítimas, e que todas as pessoas a bordo haviam sobrevivido. Segundo este sobrevivente, momentos antes de o avião se chocar contra o rio, o comandante do voo avisou aos passageiros para se prepararem para o impacto. Segundo a reportagem da CNN, os passageiros que eram resgatados chegavam à terra em boas condições.

4- Investigadores federais disseram nesta sexta-feira (16) que as duas turbinas do avião da US Airways acidentado no dia anterior em Nova Yort não estava no aparelho. Mergulhadores da polícia vão tentar recuperar as peças, que devem estar submersas no Rio Hudson.

Um avião da US Airways fez um difícil pouso de emergência na quinta-feira no rio, após ter tido um problema aparentemente provocado por pássaros tragados pela turbina. - Como assim? Ficou estranho esse segundo parágrafo, totalmente "boiando". A matéria está dando continuidade a outras que falam do acidente, assim, não seria necessário esse segundo parágrafo, pois quem já acompanhou as outras notícias já sabe sobre o que se trata. Se algum leitor não tiver visto as outras notícias, o ideal seria que a pessoa que escreveu a notícia fizesse um pequeno resumo no primeiro parágrafo, como começou a fazer ao informar quando e onde o avião se acidentou, mas ela poderia ter acrescentado a possível causa do acidente.

Por hoje é isso. Vou fazer outras seleções e depois coloco aqui.

Boas notícias fazem bem!


Todos os dias os veículos de comunicação trazem dezenas de notícias trágicas. Fico impressionada com a quantidade de jornais que a desgraça consegue vender e às vezes minha esperança na humanidade se enfraquece diante de algumas notícias.

Não sou contra a divulgação de crimes, acho que divulgar pode ajudar a solucionar problemas sociais, mas me preocupa perceber que esse tipo de assunto virou um produto que muita gente quer comprar, revelando o gosto pelo trágico, e que os veículos de comunicação estão ofertando demasiadamente. Precisamos saber o que se passa no mundo, conhecermos a realidade em que vivemos, mas tenho certeza que ela não é feita somente por desgraças.

Ver notícias "boas" está cada vez mais raro e quando isso acontece merece um post como esse. Hoje li em um site que um avião caiu nos Estado Unidos e que os 150 passageiros sobreviveram. Não que a queda de um avião seja uma notícia exatamente boa, mas o fato de todas as pessoas a bordo terem sobrevivido me alegrou muito. Acho que isso merece uma comemoração, afinal, não é todo dia que um avião cai e ninguém morre. No entanto, tenho certeza que amanhã mesmo essa notícia já terá sido esquecida pelos veículos de comunicação, mas não seria assim se houvesse vítimas fatais. Se alguém tivesse morrido, a notícia renderia no mínimo um mês com o pretexto de apontar um culpado pelo acidente.

Alguns podem dizer: "Mas se ninguém morreu, não há muito o que contar". Será que é mais fácil falar da morte do que da vida? Acho que deveríamos celebrar mais a vida, reconhecer seu valor e aproveitá-la muito bem, gastando nosso tempo com coisas boas, pois ela é muito curta e passa muito rápido.

Celebrar a vida ou celebrar a morte é uma questão de escolha. Enquanto nós alimentarmos esse estranho gosto pelo mórbido, nós só veremos morte e tristeza nos veículos de comunicação.

Para ler a notícia da queda do avião clique aqui: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL957775-5602,00-TODOS+OS+PASSAGEIROS+DO+AVIAO+QUE+CAIU+EM+NOVA+YORK+FORAM+RESGATADOS.html

Será que é

Encantadoras águas do Orós



Quem for a Orós não pode deixar de visitar o Hotel e Restaurante Encanto das Águas, localizado em uma das ilhas do Açude Orós. Além da paisagem privilegiada, com vista para o sangradouro do açude, o local oferece um ambiente agradável, ricamente decorado com objetos artesanais, e uma deliciosa comida caseira que tem como prato principal o peixe com baião de dois. Tudo isso com uma trilha sonora composta pelo barulho do vento e da água e pelas músicas do cantor Raimundo Fagner.

Para ajudar o visitante a se sentir em casa, a dona do empreendimento, Lourdes Cândido, recebe a todos com muita simpatia e simplicidade.

O calor do sertão pode ser amenizado com um mergulho nas águas do Orós ou com um banho de bica. As crianças têm diversão garantida no playground e na piscina infantil. Para garantir a segurança dos banhistas, o restaurante conta com salva-vidas de plantão.

Depois de comer um saboroso peixe, se banhar no açude e garantir lindas fotos, os visitantes ainda podem se divertir com um passeio de pedalinho ou de barco.

Mas se o visitante quiser curtir um pouco mais os encantos do Açude Orós, o Hotel e Restaurante Encanto das Águas dispõe de 26 suítes rústicas com diárias de R$ 50 que dão direito a café da manhã e transporte de barco.


SERVIÇO:

Hotel e Restaurante Encanto das Águas
Açude Orós
Orós-CE
Contatos: (85) 9936.4721 e (88) 9904.8421 (falar com Lourdes Cândido)

Vale a pena ler de novo

  • A lição final
  • A sangue frio
  • Crônicas de Nárnia
  • George e o segredo do Universo
  • O caçador de pipas
  • O Pequeno Príncipe

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