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A Magia do Espelho

A Magia do Espelho

Espaço para devaneios, reflexões, desabafos, dicas culturais e otras cositas más

E lá vamos nós...

Hoje é dia 11 de novembro, o que significa que faltam apenas 11 dias para eu depositar a monografia. O único problema é que estou empacada no terceiro capítulo e ainda não fiz nenhuma correçãonos outros dois, até porque estou esperando as correções da minha orientadora.
Há uma semana eu estava bastante confiante, mas agora, que me dei conta do poquíssimo tempo que resta, estou mais nervosa do que nunca, o que dificulta mais ainda a minha vida, pois não sei escrever nada nervosa, nem sob pressão.
Ai, ai... o que fazer? Acho que não me resta muita escolha. Vou espremer meu cérebro até o último neurônio pra ver se consigo terminar isso logo, pois nadar, nadar e morrer na praia é Freud!!!
Desejo sorte para mim, para todos os meus amigos que também estão sofrendo com a monografia e para todos aqueles que ainda vão sofrer com elas (sim, não se iludam, vocês vão sofrer!).

Apolo e Dafne


Dafne foi o primeiro amor de Apolo. Não surgiu por acaso, mas pela malícia de Cupido. Apolo viu o menino brincando com seu arco e suas setas e, estando ele próprio muito envaidecido com sua recente vitória sobre Píton, disse-lhe:


- Que tens a fazer com armas mortíferas, menino insolente? Deixe-as para as mãos de quem delas sejam dignos. Vê a vitória que com elas alcancei, contra a vasta serpente que estendia o corpo venenoso por grande extensão da planície! Contenta-te com tua tocha, criança, e atiça tua chama, como costumas dizer, mas não te atrevas a intrometer-te com minhas armas.


O filho de Vênus ouviu essa palavras e retrucou:


- Tuas setas podem ferir todas as outras coisas, Apolo, mas as minhas podem ferir-te.Assim dizendo, pôs-se de pé numa rocha do Parnaso e tirou da aljava duas setas diferentes, uma feita para atrair o amor; outra, para afastá-lo. A primeira era de ouro e tinha a ponta aguçada, a segunda, de ponta rombuda, era de chumbo. Com a seta de ponta de chumbo, feriu a ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu, e com a de ouro feriu Apolo no coração. Sem demora, o deus foi tomado de amor pela donzela e esta sentiu horror à idéia de amar. Seu prazer consistia nas caminhadas pelos bosques, sem pensar em Cupido nem em Himeneu. Seu pai muitas vezes lhe dizia:


- Filha, deves dar-me um genro, dar-me netos.


Temendo o casamento como a um crime, com as belas faces coradas, ela se abraçou ao pai, implorando:


- Concede esta graça, pai querido! Faze com que eu não me case jamais!


A contragosto, ele consentiu, observando, ao mesmo tempo, porém:


- O teu próprio rosto é contrário a este voto.


Apolo amou-a e lutou para obtê-la; ele, que era o oráculo de todo o mundo, não foi bastante sábio para prever o seu próprio destino. Vendo os cabelos caírem desordenados pelos ombros da ninfa, imaginou:


- Se são tão belos em desordem, como deverão ser quando arranjados?


Viu seus olhos brilharem como estrelas; viu seus lábios, e não se deu por satisfeito só em vê-los. Admirou suas mãos e os braços, nús até os ombros, e tudo que estava escondido da vista imaginou mais belo ainda. Seguiu-a; ela fugiu, mais rápida que o vento, e não se retardou um momento ante suas súplicas:


- Pára, filha de Peneu! - exclamou ele. Não sou um inimigo. Não fujas de mim, como a ovelha foge do lobo, ou a pomba do milhafre. É por amor que te persigo. Sofro de medo que, por minha culpa, caias e te machuques nestas pedras. Não corras tão depressa, peço-te, e correrei também mais devagar. Não sou um homem rude, um campônio boçal. Júpiter é meu pai, sou senhor de Delfos e Tenedos e conheço todas as coisas, presentes e futuras. Sou o deus do canto e da lira. Minhas setas voam certeiras para o alvo. Mas, ah!, uma seta mais fatal que as minhas atravessou-me o coração! Sou o deus da medicina e conheço a virtude de todas as plantas medicinais. Ah! sofro de uma enfermidade que bálsamo algum pode curar!


A ninfa continuou sua fuga, nem ouvindo de todo a súplica do deus. E, mesmo a fugir, ela o encantava. O vento agitava-lhe as vestes e os cabelos desatados lhe caíam pelas costas. O deus sentiu-se impaciente ao ver desprezados os seus rogos e, excitado por Cupido, diminuiu a distância que o separava da jovem. Era como um cão perseguindo uma lebre, com a boca aberta, pronto para apanhá-la, enquanto o débil animal avança, escapando no último momento. Assim voavam o deus e a virgem: ela com as asas do medo; ele com as do amor. O perseguidor é mais rápido, porém, e adianta-se na carreira: sua respiração ofegante, já atinge os cabelos da ninfa. As forças de Dafne começam a fraquejar e, prestes a cair, ela invoca seu pai, o rio-deus:


- Ajuda-me, Peneu! Abre a terra para envolver-me, ou muda minhas formas, que me têm sido fatais!


Mal pronunciara estas palavras, um torpor lhe ganha todos os membros; seu peito começou a revestir-se de uma leve casca; seus cabelos transformaram-se em folhas; seus braços mudam-se em galhos; os pés cravam-se no chão, como raízes; seu rosto tornou-se o cimo do arbusto, nada conservando do que fora, a não ser a beleza.


Apolo abraçou-se aos ramos da árvore e beijou ardentemente a madeira. Os ramos afastaram-se de seus lábios.


- Já que não podes ser minha esposa - exclamou o deus - serás minha planta preferida. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava; e quando os grandes conquistadores romanos caminharem para o Capitólio, à frente dos cortejos triunfais, serás usada como coroas para suas frontes. E, tão eternamente jovem quanto eu próprio, também hás de ser sempre verde e tuas folhas não envelhecerão.


Foi assim que o loureiro ficou associado ao belo e luminoso deus, símbolo do seu amor pela ninfa Dafne.

Sai dakiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Ver TV. Lavar a louça. Tomar banho. Olhar a pilha de livros que te encara com olhar reprovador. Ouvir música. Andar pela casa. Ver a cidade da janela. Senta. Tenta escrever algo, mas saem apenas umas poucas linhas sofridas. Deita. Olha o teto. Palavras martelam na cabeça. Palavras que gostaria de lembrar mais e outras que adoraria esquecer. Vira o rosto, olha o computador. Come. Dorme. Sofre. Esforça-se e lê algumas páginas. Olha novamente a telha brilhante e o olhar daquela que te desafia. Você pode. Você sabe disso. Mas insiste em não sair, dá uma de difícil e te rouba o sono e os sonhos. Força. Não se renda agora. Está quase lá. Ela resiste, mas aos poucos vai se entregando e as páginas vão ficando cheias de letrinhas. Até porque não há escolha, ou ela sai ou ela sai.

Surpresaaaaaaaaa!!!!!!!


Foram meses e meses de reuniões, trabalhos perdidos, pesquisas, gravações, regravações, edições e discussões, mas finalmente o Caixinha de Surpresas foi ao ar e o retorno do público está sendo o melhor possível.


É bom demais fazer aquilo que gostamos e o Caixinha foi feito com muito carinho, amor e dedicação. Escutá-lo no rádio é um sonho realizado, é quase como ouvir a melhor música do mundo.


Difícil expressar o que significa para nós, que trabalhamos duro para realizar esse programa, o que a conquista desse espaço significa.


Posso dizer apenas que nos divertimos muito fazendo o Caixinha de Surpresas, voltamos a ser criança e colocamos nele todo o carinho que temos.


O programa ainda está longe de ser perfeito, mas já foi um grande passo dado e eu estou torcendo para que não fique só nisso. Para mim, é praticamente um projeto de vida.


A Clarinha, a Bel, a Tati, a Pandora e também a tia Nana (saudades) estão de parabéns por essa proposta inovadora e tão importante para as crianças cearenses.


E se você ainda não conhece o programa e não sabe o que pode sair de uma caixinha de surpresas, fique ligado na Rádio Universitária FM 107,9 durante o mês de outubro e ouça o Caixinha de Surpresas, o primeiro programa radiofônico sobre literatura infantil feito para crianças.


Não perca!!! Caixinha de Surpresas, de terça a sexta-feira, 13h30, na Universitária FM.

Palavras, palavras...

Dias cinzas são chatos e feios como a cor cinza. Um dia cinza pode ser um dia monótono, enfadonho; pode ser um dia frio, nublado, que apesar de cinza pode se revelar legal no final; e também pode ser um dia em que nada parece dar certo. Este último é o que estou vivendo e sei que às vezes sou exagerada nos meus “dramas”, principalmente se considerarmos o número de pessoas que realmente têm motivos para sofrer; que não têm dias cinza de vez em quando, por que a própria vida delas é cinza.

Mas nem sempre é fácil lembrar disso quando estamos no meio de uma tempestade. Há quase dois meses estou estagiando como produtora de um programa de rádio e esse tempo, aparentemente curto, já foi o suficiente para descobrir que vida de produtor não é fácil; que tem muita gente que quer aparecer na mídia, mas que não tem compromisso nenhum; que tem muita gente chata que quer porque quer aparecer, sem ter nada de importante para dizer; que tem muita gente que não tem um pingo de consideração pelo seu trabalho nem de respeito pelos outros; e que trabalhar com programas ao vivo é realmente uma caixinha de surpresas. E isso foi umas das melhores coisas que descobri.

Tenho aprendido muito nesses meses trabalhando com produção. Tenho aprendido demais sobre a profissão que escolhi, mas também tenho aprendido bastante sobre as pessoas, sobre o “ser” humano.

“Um dia o programa é maravilhoso, outro dia é uma merda. É assim”. Guardei bem essa frase dita por um grande profissional e apresentador do programa. A gente vibra quando o programa dá mais do que certo, mas sempre fica um gosto amargo quando algo não sai como o planejado.

Afinal, produzir é também um jogo de palavras, é dar a sua palavra. E como nos dias de hoje dar a tal “palavra” não é muito valorizado pelas pessoas, pois já se tornou algo tão comum não cumprir com a palavra, a produção está sempre nas mãos dos convidados, acreditando que eles vão cumprir com o combinado, que vão honrar sua palavra.

No entanto, como já disse, para muitos, palavras são apenas palavras e descumprir com algo acertado verbalmente não significa nada demais. Para mim, em muitos casos palavras realmente são só palavras, mas a palavra, quando usada para firmar um compromisso, um acordo, essa deve ser valorizada e cumprida.

Hoje o programa não foi ao ar. Foi cancelado, pois acreditamos na palavra e no compromisso de um convidado que acabou não vindo, não dando nenhuma satisfação, nem atendendo aos nossos telefonemas. Hoje, não podemos nem dizer que o programa foi uma merda, pois não houve programa.

Apesar de saber que a produção fez tudo o que podia ser feito para que o programa fosse ao ar, ficou um gosto ruim, algo como o gosto de fracasso, que é uma mistura de amargo e azedo e demora a passar.

Mas amanhã é outro dia, e sempre pode haver um lindo arco-íris com um pote de ouro no final se escondendo atrás das nuvens cinza e da chuva grossa. Amanhã, e depois de amanhã, e por muito tempo, eu vou lembrar de hoje e não vou esquecer o quanto se pode aprender e crescer quando as coisas dão errado.

Eu vou ser titiaaaaaaaa!!!!


Genteeeee, descobri ontem que vou ser titia!!!!!! Esse será meu primeiro sobrinho (ou sobrinha) e eu nunca tinha pensado o quanto ter um sobrinho (a) pode ser legal. Sei que tem muita gente que não quer ficar pra titia (eu também não quero!!!), mas adorei essa história de ser tia.

Já estou imaginando o rostinho dele (a), as brincadeiras e as transformações que ele (a) vai causar na nossa família. Quando penso nesse bebê que virá já dá logo uma vontade de apertar bem muito, de ficar com ele no colo e colocar pra dormir, enfim, babar mesmo em cima da criança. Acho que vou ser uma tia muito coruja.

Confesso que estou torcendo pra ser uma menininha pra encher ela de coisinhas cor-de-rosa e paparicar bem muitão, mas ainda não dá pra saber o sexo do bebê. No entanto, independente de ser menino ou menina, o importante é que essa criança será abençoada por Deus e receberá muito amor.

Maninha, você vai ficar linda com barriguinha de grávida, kkkk. Parabéns para você e para seu marido (que chique! Kkkkkkk). Nossa família está aumentando, e isso é muito bom!

Mais uma vez TPM...

Durante algum tempo, é possível que este espaço fique um pouco abandonado, sem tantas publicações novas, mas será apenas um breve período. Quase todas as coisas boas e belas precisam de um período de dormência para depois despertarem com toda vitalidade e beleza, como ocorre com as borboletas e com as pequeninas sementes que geram árvores enormes, saudáveis e produtoras de deliciosos frutos.

Os motivos desse período sem tantas publicações muitos já devem saber: a TPM (Tensão Pré-Monografia) me atacou de vez e alguns pobres seres que convivem mais comigo já perceberam o quanto ela pode afetar o humor (e a saúde) de uma pessoa. Preciso entregar a tal da monografia em pouco mais de dois meses e a danada insiste em não sair do lugar enquanto o tempo parece ser cada vez mais curto e passar ainda mais rápido.

Embora as postagens neste blog fiquem um pouco mais demoradas, estarei aqui sempre que der contando fatos interessantes, tentando expressar sentimentos e, quem sabe, fazendo deste espaço um verdadeiro diário virtual para contar a saga da minha monografia, quase como uma novela mexicana, mas com bem menos laquê.

Adianto que por enquanto ela só existe no mundo das idéias e que, ao contrário do que eu pensava, a biblioteca da UFC ter voltado a funcionar não me ajudou muito. Depois de vinte minutos de pesquisa, escolhi um livro intitulado "A história da televisão". Pensei que esse livro resolveria boa parte dos meus problemas quanto ao primeiro capítulo da monografia, mas minhas esperanças se desfizeram logo na primeira página, quando o autor começou a falar de selênio e de um monte de nomes de cientistas que eu nunca ouvi falar, dos problemas técnicos que impediam o funcionamento da TV, etc. Achei que as coisas melhorariam, mas, depois de ler a metade do livro e o autor continuar falando dos problemas na "rebiboca da parafuseta" da televisão, decidi desistir e procurar alguma coisa mais útil para ler.

Ah, a propósito, minha monografia vai ser sobre "As representações sociais da criança e da família do programa TV Tupiniquim". Para quem não sabe, o TV Tupiniquim é um programa infantil exibido aos sábados, às 14h30, na TV Diário. Assistam e depois me contem o que acharam.

Beijos e até o próximo capítulo!

Vale a pena ler de novo

  • A lição final
  • A sangue frio
  • Crônicas de Nárnia
  • George e o segredo do Universo
  • O caçador de pipas
  • O Pequeno Príncipe

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