"Após amarguras sentidas, transforma-te. Sê a grega e mitológoca ave, que além de seu eterno retorno das cinzas é capaz de suportar pesadas cargas. Ressurge exuberante e mais sábia, mais serena".
Mude
"Após amarguras sentidas, transforma-te. Sê a grega e mitológoca ave, que além de seu eterno retorno das cinzas é capaz de suportar pesadas cargas. Ressurge exuberante e mais sábia, mais serena".
Não se mate
Carlos, sossegue,
o amor é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo e segunda-feira
ninguém sabe o que será.
Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para as bodas que ninguém sabe quando virão, se é que virão.
O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você, e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas, vitrolas,
santos que se persignam, anúncios do melhor sabão, barulho que ninguém sabe
de quê, pra quê.
Entretanto você caminha
melancólico e vertical.Você é a palmeira, você é o grito que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam. O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos, mas não diga nada a ninguém, ninguém sabe nem saberá.
Carlos Drummond de Andrade
voar, voar...
A dor
Entrou em casa correndo. O rosto vermelho e a respiração ofegante. Abriu a porta do quarto e atirou-se na cama no mesmo instante em que começou a soluçar. Pensou em como aproveitou o dia e em como poderia tê-lo aproveitado. Pensou nos amigos, nas experiências que teve, nos sonhos que conseguiu realizar e naqueles que desejava realizar. Sentiu toda a confusão de sentimentos dentro de si sem identificar bem cada um, sem saber se o que sentia era bom ou ruim, se a levaria para cima ou para baixo. Pensou e sentiu que era apenas uma criança sendo obrigada a crescer. Pensou e sentiu que crescer dói, mas é preciso. Pensou e sentiu que para crescer é preciso chorar, assim como para nascer.
E lá vamos nós...
Hoje é dia 11 de novembro, o que significa que faltam apenas 11 dias para eu depositar a monografia. O único problema é que estou empacada no terceiro capítulo e ainda não fiz nenhuma correçãonos outros dois, até porque estou esperando as correções da minha orientadora.
Há uma semana eu estava bastante confiante, mas agora, que me dei conta do poquíssimo tempo que resta, estou mais nervosa do que nunca, o que dificulta mais ainda a minha vida, pois não sei escrever nada nervosa, nem sob pressão.
Ai, ai... o que fazer? Acho que não me resta muita escolha. Vou espremer meu cérebro até o último neurônio pra ver se consigo terminar isso logo, pois nadar, nadar e morrer na praia é Freud!!!
Desejo sorte para mim, para todos os meus amigos que também estão sofrendo com a monografia e para todos aqueles que ainda vão sofrer com elas (sim, não se iludam, vocês vão sofrer!).
Apolo e Dafne
Sai dakiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

