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A Magia do Espelho: Sucesso de porta em porta

A Magia do Espelho

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Sucesso de porta em porta




Por Dháfine Mazza
Da Redação


Há 25 anos, dona Nair Virgínia ficou órfã de mãe e veio do interior do Ceará para passar uns dias em Fortaleza, mas foi ficando e, quando viu, já estava morando na Capital. Trabalhou um tempo no comércio a acabou descobrindo a vocação profissional que transformaria a sua vida. “Mandei fazer uma sandália para mim e a partir de então comecei a negociar. Das sandálias, passei para as bolsas e confecção, até que uma amiga perguntou-me se eu não gostaria de vender perfumes com ela. Comecei com Avon, visitando as pessoas de porta em porta, e depois passei para a Natura, que vendo há mais de 24 anos. Hoje, já comercializo mais de 10 linhas de produtos de beleza e montei uma lojinha em casa”, conta a simpática senhora de 68 anos, que conseguiu sustentar as duas filhas, hoje com 29 e 32 anos, e comprar a casa própria com o dinheiro da venda de cosméticos.

Assim como dona Nair, milhares de brasileiras e brasileiros buscam a revenda de cosméticos como alternativa para o desemprego, para complementar a renda familiar ou mesmo para montarem seu próprio negócio. As opções mais procuradas são Natura e Avon, mas o mercado está em expansão. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas estimam que, em 2009, aproximadamente 2,3 milhões de revendedores movimentaram o setor de vendas diretas do País. Desse total, 875 mil são consultoras Natura. No ano passado, os revendedores foram responsáveis por um volume de negócios de R$ 21,8 bilhões, um incremento de 18,4% em relação a 2008.

“Tudo que eu tenho foi conquistado com a revenda de cosméticos. É um trabalho difícil, principalmente no começo, mas tem muitas vantagens, como o fato de você mesmo fazer seu horário de trabalho”, conta dona Nair Virgínia. A atividade atrai tanto jovens quanto pessoas de mais idade, todas querendo seu espaço no mercado de trabalho. “Comecei a vender Natura há seis anos. Na época, eu tinha 18 anos, era estudante e queria ter uma renda própria. Como ainda não tinha estágio, comecei a revender cosméticos e consegui formar minha rede de clientes fiéis, composta principalmente pelos meus amigos”, conta a consultora Caroline Domingues.

DIM DOM, É A MOÇA DO AVON
Em 1886, o norte-americano David McConnell trocou a venda de livros de porta em porta para comercializar perfumes, fundando a Califórnia Perfume Company. Em 1939, a empresa passou a chamar-se Avon, em homenagem ao escritor inglês Willian Shakespeare, que nasceu em Stratford-on-Avon. Na década de 1950, a Avon iniciou sua grande expansão mundial, chegando ao Brasil em 1958. Hoje, a marca possui uma grande quantidade de revendedoras e consumidoras no País, sendo uma importante fonte de renda para muitas famílias.

Revendendo produtos Avon há pouco mais de um ano, a recepcionista Lucijane Rebouças está satisfeita com os resultados obtidos. “Comecei a vender por acaso. Minha vizinha vende e minhas amigas sempre pediam para eu levar as revistas dela. De tanto levar a revista, acabei vendendo Avon também”, conta.

CLIENTES FIÉIS
A venda de cosméticos de porta em porta agrada aos consumidores, que têm a comodidade de serem atendidos pelos vendedores em casa ou mesmo no trabalho. “Eu gosto de comprar das revendedoras por causa dos prazos de pagamento e da qualidade dos produtos, que costumam durar mais. As maquiagens, por exemplo, dão um efeito bacana até para quem não sabe maquiar-se. Além disso, as consultoras normalmente ajudam a gente a usar os produtos. Elas vendem e têm paciência de ensinar, coisa difícil de encontrar em lojas convencionais, onde as vendedoras não têm tanto tempo assim para atender os clientes”, conta a jornalista Letícia Lopes que, além de maquiagens, costuma comprar sabonetes, hidratantes e óleos de banho.

Dona Nair Virgínia, por exemplo, possui hoje uma lista com mais de 100 clientes fiéis e conta com a ajuda do marido, que também é consultor da Natura, para realizar a entrega dos produtos na casa dos clientes. “Hoje eu também trabalho com a pronta entrega de produtos e a maioria dos meus clientes são mulheres. Elas estão mais vaidosas, estão se cuidando mais, pois a maioria hoje trabalha e precisa ir bem arrumada para o serviço”, diz.

COMO COMEÇAR
Experiente no assunto, dona Nair Virgínia aconselha as pessoas que querem começar a revender produtos de beleza a serem esforçadas. “A primeira coisa é ter perseverança, pois tudo que você persevera você consegue. Também é preciso aprender a ouvir não. No começo é difícil, mas quando você precisa torna-se fácil”, diz. De acordo com a consultora, os novos revendedores devem procurar capacitar-se e participar sempre dos cursos que as empresas oferecem.

Também é importante que o revendedor conheça o material que vende e saiba indicar os produtos certos para cada tipo de pele, cabelo etc. “Você sabe que a propaganda de boca em boca corre rápido, principalmente quando o cliente não fica satisfeito, então o revendedor precisa saber indicar os produtos certos”, afirma.

Para tornar-se uma revendedora de sucesso, também é preciso saber abordar os clientes e divulgar bem o trabalho. “Faço clientes até na fila do banco. Pergunto que tipo de produto a pessoa usa e ofereço meu cartão de visitas sem compromisso. Antes de eu chegar em casa a pessoa já está me ligando”, conta dona Nair, entre gargalhadas.
Já a consultora Caroline Domingues acredita que é preciso gostar do que faz e acreditar no trabalho para obter sucesso. “Tem que gostar de vendas, dos produtos e acreditar no seu trabalho, assim fica muito mais fácil vender e encarar a atividade como algo prazeroso”, diz.

Matéria original em: http://www.oestadoce.com.br/index.php?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=8&noticiaID=26820

3 comentários:

Jana B. 30 de abril de 2010 12:28  

Achei interessante a matéria, mas não acredito no sucesso total e com essa venda a pessoa consiga se manter. Sempre mostram as pessoas q estão há "séculos" nesse ofício. Óbvio que a venda é um dom, mas o lucro não é tão bom assim. Como complemnteo de renda , tudo bem, eu acredito. Mas não como renda única. Esse negócio de Avon chama não é p/ todo mundo não. Sobretudo p/ mim: sou péssima vendedora, acho q não conseguiria vender água no deserto. Mas, sou uma excelente compradora. Excelente pq não compro tudo o que vejo e sim o q é necesário e ainda pesquiso bastante.

Ana Léa 15 de maio de 2010 00:22  

Tenho trauma de comércio.
Não vendo nem água no deserto.

Mas acho que se trata mais de traçar objetivos e metas... Em qualquer setor..sempre importante.

ei cade vcs????
tu e bobó.

salamandra mágica 20 de junho de 2010 18:55  

Sempre que vou ao site do Estadinho, quando digito www.oestadoce.com.br, leio "está doce" e não "O Estado Ce". =P
=D
Saudades, amiga! Beijo!

Vale a pena ler de novo

  • A lição final
  • A sangue frio
  • Crônicas de Nárnia
  • George e o segredo do Universo
  • O caçador de pipas
  • O Pequeno Príncipe

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