Angústia... Quem nunca sentiu? A minha brota da impaciência de querer transformar as coisas e da vontade que o tempo passe rápido, veloz o suficiente para me fazer mudar a realidade e matar essa angústia.
Às vezes parece uma simples fuga pensar que o fim da angústia virá com o passar do tempo, pois eu sei que o que precisa ser mudado agora depende de mim e não das folhas do calendário. Sei que posso resolver tudo que preciso agora sem contar tanto com a ajuda do tempo. Sei também que se ele passar rápido demais sentirei falta dele e continuarei a gastar horas e horas pensando em como o tempo passa rápido e no quanto eu gostaria que ele voltasse ou se adiantasse para reviver um momento ou conseguir alguma coisa.
Angústia... Parece que ela fica escondidinha em um canto escuro esperando apenas um descuido para se instalar no nosso coração. É difícil matá-la, mas é possível aprender a conviver com ela pacificamente, de forma a nem lembrar que ela existe. Só há um detalhe: é preciso aproveitar o tempo e fazer a coisa certa, o que na maioria das vezes é mais difícil e menos prazeroso do que persistir no erro e se deixar cair. A dor sempre esconde uma pontinha de prazer.
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Ônibus em campanha por mais usuários
200 ônibus circulam com propaganda mostrando as vantagens de utilizar o serviço público de passageiros
De acordo com dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), nesses dez anos, foram observadas redução significativa e recuperação do número de usuários. O ano passado, explica o superintendente de Vale Transporte da entidade, Paulo César Vieira, foi de recuperação. “Em 2007, tivemos 24.395.962 passageiros sendo transportados pelo sistema público de ônibus”.
A preferência por este meio de transporte já foi bem maior. Em 1996, 25.647.632 pessoas utilizaram o sistema.Objetivando resgatar o usuário para o transporte público, o Sindiônibus iniciou no fim de julho a campanha “Vá de ônibus”, que procura atrair a população. Para isso, informa Paulo César, na primeira etapa, 200 ônibus trafegam com propaganda na traseira. São quatro tipos de peças, todas chamando a atenção do usuário para as vantagens do sistema e motivando a preferência pelo transporte público. Uma, em especial, procura orientar o estudante para que ele coloque créditos na sua carteira para evitar usar dinheiro dentro do ônibus. Outra peça informa que os carros ocupam, em média, oito vezes mais espaço do que os ônibus para transportar o mesmo número de pessoas.De acordo com a Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor), a frota de ônibus circulando na Capital é de 1.670 veículos, operando em 222 linhas. A meta do Sindiônibus é ampliar o número de carros trafegando com peças da campanha em setembro.
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Gente, diante dessa notícia a primeira coisa que me ocorrer é "o que esse povo tá pensando? Estão doidos ou o quê?". Todo mundo sabe que o transporte público em Fortaleza é um caos geral e não é com campanha publicitária que eles vão conseguir atrair mais usuários.
Embora as vantagens sejam inúmeras, os constrangimentos causados pelo transporte coletivo afastam qualquer possibilidade das pessoas que têm outra opção de transporte utilizarem os ônibus.
Conheço bastante o transporte coletivo da cidade, pois, apesar de hoje utilizá-lo bem menos, passei quatro anos pegando oito ônibus por dia e posso garantir que é um verdadeiro inferno!!!!!!!!! Alguns ônibus são mais do que lotadíssimos, daqueles que se você tirar o pé do chão não encontrará mais lugar para colocá-lo de novo, onde a "união" é tão grande que é possível sair de dentro deles grávida.
Até hoje nunca ouvi um único elogio ao transporte coletivo, que tem como principais usuários trabalhadores e estudantes que têm horários a cumprir e que muitas vezes não conseguem por causa da superlotação dos ônibus. A cena é a mesma todos os dias e se repete há vários e vários anos: lotação, desrespeito e estresse.
Para dar um exemplo, meu trabalho ficava a apenas 3 minutos da minha casa, mas se eu quisesse chegar no horário certo (8h) ou pelo menos perto dele, eu tinaha que estar na parada de ônibus antes das 7h, esperar passar uns dez ônibus lotados, sem espaço para uma mosca, e subir em um menos lotado que desse pelo menos para eu atravessar da porta traseira para a dianteira e conseguir descer, com sufoco e empurrões, na parada certa.
Isso sem falar na insegurança, nos furtos, assaltos e nos motoristas despreparados que colocam em risco a vida dos passageiros ao conduzirem os ônibus como carros de Fórmula 1. Também existem os motoristas desequilibrados, completamente tã tãs, que discutem e brigam (de porrada mesmo) com passageiros e só param nos pontos de ônibus quando querem. Enfim, muitos motoristas não têm o mínimo de respeito pelos passageiros, principalmente se estes forem idosos. Claro que existe muito profissional competente, mas, infelizmente, eles estão se tornando a exceção e não a regra.
Preciso dizer que estou completamente revoltada com essa campanha? Acho que não. É mais do que notório que para atrair mais usuários ou pelo menos manter os atuais é preciso investir no setor, aumentar a frota de ônibus, contratar profissionais competentes, oferecer um serviço de qualidade onde as pessoas possam ser transportadas com o mínimo de conforto, segurança e pontualidade. Afinal, nós merecemos respeito, pagamos passagens caras e temos direito de exigir um serviço de qualidade.
Barbie - Fim de Semana na Floresta
Sempre soube que a Barbie não era santa nem virgem, mas no filme "Barbie - Fim de Semana na Floresta" ela mostra todo o seu lado selvagem, até então desonhecido por muitos.
Apesar da boa atuação, a Barbie foi ofuscada pelo super bate-cabelo da Susie, vilã da história que virou a queridinha do público e ganhou imitações mundo afora.
Também fazem parte do elenco Polly 1 e Polly 2, nos papéis de Ruth e Raquel, e Ken 1 e Ken 2, como Ken e Beto.
A realização do filme é da Toscomovies Produções, que promete lançá-lo em breve nos cinemas nacionais e internacionais. Não fique curioso, confira o trailer do filme.
Ficha técnica:
Título: Barbie - Fim de Semana na Floresta
Censura: 18 anos
Elenco: Barbie, Susie, Ken 1, Ken 2, Polly 1 e Polly 2
Lançamento: Julho/2008
Toscomovies produções:
Guilherme Cavalcante - direção tosca e câmera capenga
Dháfine Mazza - assistência tosca de direção 1
Camila Maciel - figurinista tosca, assistente tosca de direção 2 e inspiração para a Suzy
Cornelius - câmera (os únicos takes decentes foram dele...)
Soudtrack - Bonde do Rolê (Melô do Tabaco)
Testes e imagens
É sucessoooooo...
Já é um super sucesso a dupla Asusana e Alibera, seguidoras do Inri Cristo que cantam de músicas famososas, como The Eye of the Tiger, Umbrella, Hotel California e What a feeling. Graças ao Te dou um dado? e ao youtube, as meninas conquistaram a fama e não param de lançar novos hits.
As letras das músicas fazem referência à trajetória de Inri Cristo na Terra e demonstram toda a criatividade das discípulas. A coregografia da dupla, o ritmo e o cenário também garantem o sucesso com público. Isso tudo sem falar no figurino e nos acessórios...
Confesso que depois que descobri essa dupla passo horas do meu dia imaginando o modo de viver delas, como são compostas as músicas, as coreografias, os figurinos e também como são os ensaios. Graças a Asusana e Alibera, minhas horas de tédio já não existem mais e eu passei a sorrir mais vezes durante o dia.
Se você ainda não viu nem ouviu a música da dupla Asusana e Alibera, não perca mais tempo, confira já!
E o dono levou...
Há algum tempo eu escrevi aqui que tudo é para sempre, até o dono levar. O que eu não imaginava que o dono levaria algumas coisas tão cedo...
Estava eu saindo de mais uma manhã super empolgante de trabalho quando fui abordada por um mala de bicicleta. Demorei tanto a perceber o que estava acontecendo que depois fiquei me achando uma retardada. É que apesar de saber que estamos sujeitos a isso nesta cidade tão violenta e tantas outras do país e do mundo, sempre achei isso meio improvável.
Quando finalmente percebi o que estava acontecendo já estava com a alça da bolsa quebrada e puxando de um lado e mala do outro. Não sei por quanto tempo ficaríamos assim, mas um segundo de “sanidade” passou pela minha mente e resolvi soltar a bolsa, tive medo de ser realmente agredida.
Não tive reação nenhuma, nem de correr nem de gritar. Também não sei se teria adiantado muito, pois a rua estava completamente deserta, apesar de muito bem iluminada com o sol do meio-dia.
Levaram muitas coisas que eu gostava, apesar de terem pouco valor. Tô evitando pensar nisso, porque realmente gostava das coisas que eles levaram, mas espero que ele tenham ficado com muita raiva ao perceber o mal negócio que fez, afinal, assaltar gente lisa não é bom negócio pra ninguém, nem mesmo para o ladrão mais pé-de-chinelo.
Ai, ai, entrar para as estatísticas não é nada legal, mas paciência né? Agora é dar graças a Deus que nada mais sério aconteceu. Daqui a pouco recupero tudo que levaram, claro que sem o mesmo valor sentimental...
Por enquanto o placar está assim: Assaltantes 1 x 0 Pequenininha :), mas já, já isso vai mudar.
É cada vida que aparece nessa coisa
Sempre achei que fosse lenda essa coisa de taxista ficar falando demais, de saber da vida dos passageiros e de fazer do seu veículo um espaço de análise. Já peguei muitos taxis, mas nunca um taxista que falasse sem parar e que começasse a contar a sua vida para um estranho.
Pois bem, eis que estava voltando para casa de um trabalho externo e pego um taxi. O taxista começa a falar sem parar e eu começo a pedir a Deus que ele se cale ou que ligue o som pra não ficar aquele silêncio constrangedor. Não sou muito de conversar com estranhos, mamãe sempre disse pra eu não fazer isso e eu sempre fui uma ninã muito obediente. Torci que só pra criatura fechar o bico, mas não teve jeito. Ele começou a falar da "peste" gay que invade a cidade (não em pergunte como surgiu esse assunto), dos "rapazinhosa sarados" que ele conduz durante a noite para as boates e de quanto ele gostava de mulher. "Ai, Jesus, lá vem", pensei eu. Tentei ligar o off, mas como não consegui, liguei o piloto automático para conversas indesejadas com estranhos super estranhos e fiquei só no "hunrrum", "arram", "é...", "só...".
Alheio ao meu suuuper interesse pela conversa, o senhor continuou (ele já tinha mais de sessenta anos): "Eu sou viúvo, mas tenho duas mulheres. Elas levam meu dinheiro todinho, mas tem nada não, é pra isso que a gente trabalha. É ou não é?" - "É... (O que é que eu tô dizendo mesmo?)".
- "Mulher é bom demais, ainda mais se for uma loura assim bem arrumada, pra gente descer num restaurante e chamar a atenção de todo mundo". Oi? Tipo assim, pra exibir como troféu, né? Se for um troféu estereotipado melhor ainda.
Fingi estar interessada no tempo passando do lado de fora do carro, mas mesmo assim ele continuou: "Mulher tem que ser bonita. Aff, mulher gordona é muito feia. A outra que eu tenho é muito gorda. Coloquei ela na academia, mas ela disse que não queria ir mais porque ficavam dando em cima dela (como assim?) então eu disse pra ela evitar de comer alguma coisa, porque é muito bonito quando uma mulher veste um shortinho curto e fica toda jeitosinha". Pára tudo que eu vou vomitar. Será que faz sentido eu desfiar o meu discurso contra o precnceito aos gordos com uma pessoa como essa? Não, melhor eu continuar a me fingir de muda e retardada mental.
"A gente já chegou? A gente já chegou? A gente já chegou?" Que vontade de dar uma de burro do Shreck ou de passar por cima de todos aqueles carros que tornavam o percurso mais lento. "Será que essa criatura não tem simancol? Melhor, será que essa criatura ainda faz alguma coisa com essas mulheres (não consegui não pensar nisso).
Graças a Deus ele achou outro assunto pra tagarelar na metade do caminho, mas eu continuei no automático e fazendo fica p chegar logo. Quando ele parou o carro quase saí correndo, um pouco passada e achando tudo aquilo muito engraçado, não só pelo fato de realmente conhecer um taxista que fala demais como pelo teor do assunto. Infelizmente, a visão machista e da mulher objeto ainda resistem em algumas pessoas.
Ah, e abaixo o preconceito aos gordos, esse preconceito que existe tanto quanto os outros, mas que a maioria das pessoas prefere não reconhecer, afinal, reconhecer que tem preconceito tá fora de moda, né? O legal é ser uma pessoa super aberta e despida de preconceitos, de preferência se for magérrima, alta e loura.
